Água no topo da lista de ameaças mundiais

O caminho da Nemus como empresa está fortemente ligado à água. Os recursos hídricos foram, desde a sua fundação em 1997, a área de especialidade da empresa, que começou por ser uma consultora da área do ambiente.

A empresa cresceu e o seu percurso não deixou de ser atravessado pela água: os estudos de zonas costeiras, os planos de ordenamento de albufeiras, os planos de gestão de bacias hidrográficas nacionais e internacionais ou os estudos de impacte ambiental de sistemas de abastecimento são exemplo disso.

Na última década a água deixou definitivamente de ser apenas uma questão ambiental e a componente socio-económica assumiu maior relevância, sendo agora a água uma questão complexa que exige análises especializadas e integradas. A Nemus acompanhou esta mudança de paradigma e a prova disso são os “estudos de impacte ambiental e social” internacionais que tem realizado, e a elaboração em curso do novo plano da bacia hidrográfica do Rio São Francisco (Brasil) onde existem inúmeros problemas relacionados com a crise da água.

Tal como a componente socio-económica se tornou cada vez mais importante nos estudos ambientais, também a questão da água se tornou cada vez mais um problema social devastador que atingiu agora a classificação oficial do “mais grave a nível mundial”.

Artigo original de IWA Publishing:

O relatório de Riscos Globais de 2015 emitido pelo Fórum Económico Mundial (WEF) coloca pela primeira vez a crise da água no topo da lista das maiores ameaças globais em termos do seu potencial impacto.

A crise da água foi também categorizada como um risco social em vez de um risco ambiental no relatório deste ano. Carl Ganter, do conselho de agenda global do WEF sobre a água, salientou que cerca de um terço da população mundial vive neste momento em zonas com falta de água.

A crise da água ultrapassou a propagação de doenças infeciosas, armas de destruição em massa e o conflito entre Estados para chegar ao topo da lista. O relatório assinala que «têm sido confirmadas algumas das catástrofes ambientais que tinham sido previstas, contudo são ainda insuficientes os progressos alcançados para combatê-las – como está patente no relatório deste ano na preocupação com o fracasso da adaptação às alterações climáticas e à iminente crise da água.»

De acordo com o relatório: «estes múltiplos desafios transversais podem ameaçar a estabilidade social, visto ser esta a questão mais interligada com outros riscos em 2015, estando adicionalmente agravada pelo legado da crise económica global, sob a forma de finanças públicas em mau estado e de desemprego persistente.»

As necessidades globais de água ultrapassarão o limite do abastecimento sustentável de água em 40% em 2030, adverte o relatório. A Agência Internacional de Energia prevê também que o consumo de água para geração e produção de energia irá aumentar em 85% até 2035.

O relatório acrescenta ainda que as alterações climáticas irão afetar profundamente a segurança da água nos próximos anos. Segundo Ganter, a interligação dos riscos associados à água, alimentação, energia e alteração climática será uma das maiores tendências globais que irá moldar o mundo em 2030.

Por Lis Stedman (artigo original: link )

A Associação Internacional da Água (IWA) é uma organização autónoma sem fins lucrativos composta por uma rede global de especialistas e profissionais da água, que promove o progresso das boas-práticas na gestão sustentável da água. O IWA Publishing é a editora da Associação Internacional da Água que publica periodicamente informação sobre todos os aspetos relacionados com água, desde as águas residuais às áreas ambientais. A edição mais recente do Congresso Mundial da Água da IWA ocorreu em Lisboa (Set. 2014), e contou com a presença de mais de 5.000 especialistas e profissionais da água de 97 países.

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