Nemus inicia dois novos estudos no Malawi

Após uma primeira fase de seleção – que culminou com a entrada da Nemus para uma short-list de mais 5 empresas multinacionais de renome, em finais de maio de 2014 – a Nemus vence novo concurso internacional para realizar dois trabalhos no Malawi que são financiados pelo Banco Mundial, o que exige o cumprimento de um conjunto de requisitos que imprimem um patamar de exigência elevado, já conhecido e alcançado com distinção pela Nemus em trabalhos anteriores.

De facto, após a finalização com sucesso de dois trabalhos no Malawi, a Nemus prepara-se para dar início a mais dois no mesmo país: um estudo de impacte ambiental e social e um plano de reassentamento da população, ambos relacionados com a barragem de Kamuzu I, que vai ser alvo de intervenções para aumentar a sua capacidade.

Kamuzu I (juntamente com Kamuzu II) localiza-se no rio Lilongwe e armazena água para abastecer a cidade de Lilongwe (capital do Malawi), localizada 20 km a jusante. A população de Lilongwe é atualmente de um milhão de habitantes, mas está em franco crescimento e prevê-se que atinja os 1.200.000 habitantes nos próximos 10 anos. Este crescimento populacional deve-se, em parte, ao facto de Lilongwe ter passado a ser a capital do país em 1975 (anteriormente localizada em Zomba).

As infraestruturas atuais de abastecimento de água (planeadas para uma população de quase metade da que se prevê em 2025), aliadas ao regime hidrológico do rio Lilongwe (que tem épocas de seca) fazem prever que possa haver, no curto prazo, incapacidade de abastecer toda a população da capital. Assim, surgiu a necessidade de aumentar a capacidade de armazenamento da barragem Kamuzu I, aumentando a sua altura em 5m.

A Nemus irá avaliar os impactes resultantes desta alteração, nomeadamente do aumento da área alagada, o que poderá afetar zonas com relevância ecológica e também populações. Estão previstos estudos da qualidade e quantidade da água, a elaboração de planos de gestão das áreas afetadas, a determinação dos caudais ecológicos de funcionamento e a avaliação da necessidade de proceder à eliminação prévia da vegetação das áreas que ficarão submersas. O plano de reassentamento será também um desafio importante, uma vez que irá exigir presença regular no terreno e um contacto de perto com a população, para conhecer as suas necessidade e prioridades.

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